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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Esperança 300

CORDEL 49.51
Esperança: 300 anos de Banabuyê
(Recortes de uma história sem fim I*)

(De acordo com Jodeme, João de Deus Melo, pesquisador da nossa história, os registros das origens da cidade, ainda enquanto sesmarias datam de 1713. Ainda conforme o mesmo, Geraldo Irineu Joffily, neto de Irineu Joffily, chegou a registrar o quanto teria sido interessante se a cidade, tivesse mantido o indígena, sem desmerecer a Esperança teologal.)
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I
Em mil setecentos e treze
Já está bem registrada
A sesmaria Banabuyê
Em livro público lavrada.
O território se formava
A Lagoa de Pedra se atava
Pra Esperança ser formada.

II
Em mil oitocentos e treze
O Brazil do Imperador
Começava a respirar
Os ares do inovador
Movimento libertário
Quase céu de sagitário
Num grito libertador

III
Em mil novecentos e treze
A paróquia comemora
Cinco anos de idade
Na vila onde já mora.
O poeta ainda menino
Nosso querido Silvino
Olavo já vai embora.

IV
Mas doze anos depois
O poeta está de volta
É Bacharel em Direito
E com Elísio faz escolta
Discursa por Esperança
A cidade assim alcança
Autonomia sem revolta.

V
Ao completar meio século
Tem miss, hino e brasão
Bandeira alvi-verdejante
Festa em comemoração.
Shafmac e Grutames fazem
O lazer do bem e aprazem
Teatro de riso e emoção.

VI
Agora em dois mil e cinco
Um museu foi temporário
E ficou só no desejo
Como quem perde o horário
Vê que não se pode mais
Esperar pra ver quem faz
O bem que vem necessário.

VII
No ano dois mil e treze
Banabuyê comemoraria
300 anos de idade
Se fosse por teogonia:
Mas não só vale o oficial
Que aqui se torna legal
O que um índio diria.



*Subtítulo proposto por nós para o videodocumentário “de Deus, de Esperança”, produzido pela passagem dos 81 anos de emancipação política de Esperança (PB) em 2006.
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Evaldo Pedro Brasil da Costa
(11 de Abril de 2008)



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